Alias, FANTÁSTICA essa última novela das 8, "Viver a vida". Mostra como todo homem - mesmo maduro, bem resolvido, casado com a modelo novinha e maravilhosa, toptop de tudo - vai trai-la com a primeira garçonete que aparecer.
"Se não era amor, era da mesma família. Pois sobrou o que sobra dos corações abandonados. A carência. A saudade. A mágoa. Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente sabe que vai se estabilizar, só não se sabe se vai ser antes ou depois de se chocar contra o solo. Eu bati a 200 km por hora e estou voltando à pé pra casa, avariada. Eu sei, não precisa me dizer outra vez! Era uma diversão, uma paixonite, um jogo entre adultos. Talvez este seja o ponto. Talvez eu não seja adulta o suficiente para brincar tão longe do meu pátio, do meu quarto, das minhas bonecas. Onde é que eu estava com a cabeça, de acreditar em contos de fada, de achar que a gente muda o que sente, e que bastaria apertar um botão que as luzes apagariam e eu voltaria a minha vida satisfatória, sem seqüelas, sem registro de ocorrência? Eu não amei... Eu tenho certeza que não. Eu amei a mim mesma naquela verdade inventada. Não era amor, era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, eram dois travesseiros. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem medo. Não era amor, era melhor."
O sujeito me pára (ah, pra inferno com essa reforma ortográfica) no meio do bar.
- Parabéns! - Pelo que mesmo? - Por ser bonita. - Eu preferia ganhar parabéns por ser legal, ou inteligente. - Mas pra isso eu vou ter que te conhecer melhor... - Pena que pra me conhecer melhor você teria que ter dado uma cantada menos patética.
Ah, minha Floripa. Tanta imagem, e tããão pouco conteúdo...
* os não-analistas podem pular esse post. pensando bem, os analistas também.
- Aí é aquele negócio, minha gente. Ninguém sai como sujeito barrado na rua né! - Não? - Não. - Como que a gente sai na rua então, professora? - Como identificações. - Como assim? - "Sou mulher", "sou inteligente", "sou torcedora do time x", "sou secretária/médica/cobradora de ônibus", "sou mãe/filha", "sou boa", blá blá. Você não é porra nenhuma, só tá identificada com esses papéis bestas porque eles te dão alguma ilusão que você pertence a algum lugar nesse mundo. - Devo sair como sujeito barrado então? - E como que alguém aguentaria sair pelado na rua?!
Holly Kennedy: Oh, never mind. I'm just screwed up. I'm trouble. William: I like trouble. Holly Kennedy: Oh no, I don't mean "cool Pulp Fiction" trouble. I mean "mental case wacko" trouble.
- Você é um tanto quanto radical? - É realmente uma pergunta? - Não, não realmente. - Por que? - Oras. Não acredito que você não vai na festa dele porque não gostou dos outros destinatários que receberam o mesmo e-mail. - Cópia oculta pra que, não é mesmo minha gente!? - Você preferia não saber? - Mas claro. - ... - Por que djabos as pessoas acham que quero saber de tudo? Paaaarem de me contar tudo. Não quero saber. - ... - Saber dói.
I can't change you when you won't change yourself. See you slowly becoming someone else... I can't blame you for the strength you lack scared to give me what you may not get back. (S.B.)
“Get yourself a plant. If you can keep it alive for a year, then get yourself a pet. If after two years the pet and the plant are both still alive, you can start thinking about a relationship again.” *
Ele diz: quero cuidar dum playmobil primeiro
Ele diz: se ele nao quebrar, dai pego uma planta
O comprometimento dos homens é uma coisa fantástica, não é mesmo minha gente!?
Oooooi amooooor. Que saudades!! (...) Não, tô saindo da rodoviária agora. (...) Olha, não sei bem, acho que umas 9, 10 horas... (...) sim, sei. (...) E tu jantou o que? (...) Que bom. (...) Pra onde?! (...) Ahhh tá. Mas que barulho é esse? (...) Não acredito. Amor, eu já falei que NÃO GOSTO que você espere aí embaixo. (...) Ah, essas pessoas que ficam aí. Por que não espera lá em cima? (...) Não, daí quando ele chegar, ele sobe ali e vocês descem juntos. (...) Não. Amor, eu já falei que não gosto que você fique aí embaixo! Que saco! (...) Ah, ele chegou? Deixa eu falar com ele. (....) Oiiii, quer dizer que tu queria que meu noivinho* te esperasse lá embaixo? Mas eu já falei pra ele que ele não pode tá? (...) Tá bom, divirtam-se, um abraço! (...) Sim, amor, falei com teu pai. (...) Tá certo, boa noite. Te amo, tá? (...) Tô morrendo de saudades... (....) Te amo mesmo. (...) Beijos! (...) Já falei que te amo? (...) Ah, ok. Beijos! (...) Ai amorzinho, eu te... *momento em que coloquei os fones de ouvido e perdi o resto da interminável despedida*.
* até então podia jurar que a mulher estava falando com o filho.
Se eu morrer muito novo, ouçam isto: Nunca fui senão uma criança que brincava. Fui gentio como o sol e a água, De uma religião universal que só os homens não têm. Fui feliz porque não pedi cousa nenhuma, Nem procurei achar nada, Nem achei que houvesse mais explicação Que a palavra explicação não ter sentido nenhum.
Não desejei senão estar ao sol ou à chuva -Ao sol quando havia sol E à chuva quando estava chovendo (E nunca a outra cousa), Sentir calor e frio e vento, E não ir mais longe.
Uma vez amei, julguei que me amariam, Mas não fui amado. Não fui amado pela unica grande razão -Porque não tinha que ser.
Consolei-me voltando ao sol e a chuva, E sentando-me outra vez a porta de casa. Os campos, afinal, não são tão verdes para os que são amados Como para os que o não são.
E. diz: se as pessoas falham conosco... isso é esperado... isso é humano E. diz: o que importa é a escolha dessa pessoa, depois que a falha se tornou consciente.